Taubaté aponta risco de epidemia de dengue com índice de infestação do aedes aegypti
Foto: PMT O Controle de Animais Sinantrópicos (CAS), da Prefeitura de Taubaté, divulgou nesta segunda-feira (3) o resultado da Análise de Densidade Larvária (ADL), que revelou um índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, em janeiro. O índice de 2,4 pontos no Índice de Breteau (IB), significa que foram encontrados 2,4 recipientes [...]

Foto: PMT
O Controle de Animais Sinantrópicos (CAS), da Prefeitura de Taubaté, divulgou nesta segunda-feira (3) o resultado da Análise de Densidade Larvária (ADL), que revelou um índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, em janeiro. O índice de 2,4 pontos no Índice de Breteau (IB), significa que foram encontrados 2,4 recipientes com larvas do mosquito a cada 200 imóveis pesquisados.
Apesar de ser o menor índice registrado no primeiro mês de cada ano nos últimos seis anos, o número ainda indica risco de epidemia no município. A Secretaria de Saúde alerta para a importância da prevenção, recomendando a eliminação de focos de água parada, como recipientes que possam acumular água e servir de locais para a procriação do mosquito.
A cidade deu início à campanha “Você cuida aí, eu cuido aqui, da dengue é o fim”, com o objetivo de mobilizar a população a realizar vistoria diária em suas casas. A campanha, que já teve boa repercussão nas redes sociais, também será veiculada na mídia local para aumentar a conscientização sobre o combate à dengue.
Entenda a ADL
Durante a ADL são coletadas amostras em 6.000 imóveis escolhidos aleatoriamente em dez regiões da cidade (600 imóveis por região). Os resultados obtidos geram o IB, um valor numérico que define a quantidade de insetos em fase de desenvolvimento encontrados nos locais vistoriados e permite saber em quais regiões da cidade há maior risco de transmissão da dengue, além da zika, chikungunya e febre amarela. Também são verificados os tipos de recipientes em que as larvas foram encontradas.
A área 5 do município foi a região em que mais larvas foram encontradas (4,31) e compreende os bairros Bardan, Jardim Gurilândia, Hércules Masson,Jardim Ana Rosa, Jardim do Sol, Parque Paduan, San Marino, Shalon, Vila São José, Residencial Sítio Santo Antônio e Vila Olímpia. Outra região que apresentou quantidade significativa de larvas foi a área 7 (3,59), que corresponde aos bairros São João, Chácara Dr. Hipólito, Independência, Jardim das Nações, Jardim Humaitá, Jardim Mansur, Jardim Maria Augusta, Jardim Santa Cruz, Santa Luzia, Bom Conselho, entre outros.
De acordo com dado do Ministério da Saúde, o índice de tranquilidade é 1,0 ou menos. O valor foi de 2,4, o menor dos últimos anos (4,8 em 2019; 4,5 em 2020; 4,5 em 2021; 6,2 em 2022 e 5,7 em 2023 e 3,2 em 2024), mas está acima do nível 1,5, onde há risco de epidemia.
Casos
Até 29 de janeiro de 2025, a Secretaria de Saúde emitiu 444 notificações de casos de dengue e, destas, 30 foram confirmadas como casos positivos da doença. Um óbito ocorrido em 28 de janeiro, de uma senhora de 86 anos que apresentava doença cardíaca crônica, está em investigação.
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